Demi Lovato é capa da edição de novembro da revista asiática #legend Magazine e concedeu uma entrevista exclusiva para mesma, na qual fala sobre seu novo álbum,“Tell Me You Love Me”, influências, seu novo documentário, “Demi Lovato: Simply Complicated” e mais. Confira a entrevista completa e traduzida seguida das fotos para o ensaio fotográfico abaixo:

Vamos começar com seu novo passatempo: jiu-jitsu. Que diabos você viu nisso?
É um vício. Unbreakable Performance, a academia onde treino em Los Angeles, há aproximadamente um ano e meio. E foi um momento da minha vida onde eu realmente precisava de alguma mudança. Eu realmente me apaixonei pelo MMA [artes marciais mistas] e pelo Jiu-Jitsu brasileiro. Recentemente recebi a faixa azul, o que foi algo grande pra mim.

Como fazer algo tão difícil e poderoso mudou sua perspectiva e a sua vida?
Realmente mudou minha autoconfiança. Isso mudou como eu vejo o mundo quando estou percorrendo. Eu me sinto mais segura, sabendo que não preciso confiar completamente em guarda-costas para minha segurança pessoal, o que realmente afeta, a forma como vejo tudo. Ter essa confiança é importante. Isso realmente levanta seu pensamento e o coloca em um lugar quase meditativo. Você é forçado a se concentrar no próximo movimento, no próximo ataque ou defesa, e como vai responder [ao golpe]. É semelhante ao xadrez, que é preciso tanta estratégia, mas tem tantas consequências que você está nesse momento completamente.

Vamos conversar um pouco sobre sua música! “Sorry Not Sorry”, atingiu o #1, no charts da Billboard Pop Songs está semana. Como se sente em ter outro hit em #1?
Isso é incrível! É a minha segunda vez que consigo o #1, o que é simplesmente louco. Essa música vem de um lugar realmente diferente para mim. Quando eu lancei, muitas pessoas achavam que era sobre um relacionamento ou um término. Não é. Quando eu era mais nova, sofri muito bullying. Esta música saiu da superação até o caminho do sucesso, não importa como fui tratada. Estou feliz em dizer que estou bem e não me sinto mal por isso. Esta música tem muita atitude e confiança que talvez não estivesse tão presente no meu material antigo. Isso realmente me fez sentir mais forte para lançar algo que é tão auto-afirmativo, como é essa música.

Quanto ao álbum como um todo, de onde ele surgiu, em relação ao lançamentos anteriores? Conte-nos um pouco sobre a inspiração por trás disso.
Neste álbum, eu realmente olhei para artistas que me impactaram e meu estilo de cantar – como Aretha Franklin, Christina Aguilera e Kelly Clarkson. Cresci cantando Aretha e acho que isso teve importância. Eu estava ouvindo muito Kehlani enquanto eu estava compondo, também, então estava só pegando influencias de nomes que eu realmente respeito. A faixa-título, “Tell Me You Love Me”, é uma música que veio até mim há cerca de um ano; trata-se de procurar a validação ao pedir que alguém diga que o ama. Isso era forte o suficiente para sentir que o álbum também poderia levar este nome.

Vamos falar um pouco sobre o seu novo documentário. Primeiro, você o lançou no YouTube. Como isso aconteceu – e porque?
O YouTube tem sido uma plataforma incrível para alcançar os fãs diretamente. Eles realmente fizeram muito por mim e por minha carreira. Isso me permite enviar uma mensagem de maneira simples. Eles me convidaram para lançar esse documentário exclusivo e a decisão foi fácil de tomar. Eu quero que os fãs possam sentir que estamos tão conectados quanto possível. E em comparação com todas as outras plataformas, está é a melhor para fazer isso.

O documentário cobre vários tópicos de crescimento pessoal e muitos problemas que estão sendo discutido de forma pública. Você cobre, vício, a saúde, a saúde mental, o abuso de substâncias… Através do processo de fazer isso e compartilhar tudo tão publicamente, como isso o afetou pessoalmente?
Você sabe, eu fiquei nervosa quando eu estava fazendo isso – e especialmente quando estava sendo lançado. Eu realmente me abri muito e compartilhei coisas profundamente pessoais. Eu senti que meus fãs merecem a verdade. No meu último documentário, não era fui tão honesta e estava com drogas pela maior parte. Realmente tive que encontrar muita bravura e alguma coragem acumulada para lançar. Eu precisava assumir uma posição implacável sobre o que eu atravessava e estou passando.

Para as pessoas que estão lutando nessas mesmas áreas, o que você esperaria se pudesse de comunicar com eles e o que você diria diretamente a elas?
Espero poder dizer-lhes que nunca encontrarão respostas em substâncias ou dependências, de qualquer maneira. Eu acho que uma das principais razões pelas quais as pessoas começam a usar ou se envolver em um trastorno alimentar é que elas estão procurando uma resposta para quem elas são, sua identidade ou felicidade. Mas a resposta em uma substância vem de você mesmo e você precisa aprender se amar de uma maneira real. Você tem que aprender a navegar os altos e baixos da vida sem usar coisas que são prejudiciais e acabam mentindo para você.

Voltando ao treino de jiu-jitsu, você acha que fazer algo tão difícil ajuda com o vício e o abuso de substâncias?
Completamente! Ter algo tão físico como uma saída é realmente uma maneira saudável de trabalhar através desses pontos difíceis e obter um foco para a tensão que se constrói atrás desses problemas. Você pode entrar em uma academia e tatame e deixar tudo fora de lá.

Então vamos vê-la no ringue algum dia como lutadora)?
[risos] Não, não acho que isso vá acontecer – mas você nunca sabe. Venha me perguntar isso com mais alguns anos de treino e veremos.

Sobre viajar para se divertir, onde é seu lugar favorito?
Eu tive que ir a uma incrível viagem ao Quênia, onde tive a oportunidade de desenvolver una caridade chamada, “We Movement”. Nos fomos capazes de ajudar a construir escolas e um centro de capacitação feminino, e desenvolver algumas comunidades lá. O povo, a instituição de caridade… foi tudo tão incrível. Nós temos que ver um pouco do país indo de um safari também. Peguei alguns amigos também, então, quando penso em ligares incríveis para viajar no exterior, esse está no topo da lista.

Algum plano de visitar Hong Kong ou Ásia em breve?
O ano que vem será completamente dedicado a turnê, então espero passar por lá sim.

Bom, nos vemos lá então! Quais são os artistas que você mais escuta? Se abrimos o seu Spotify e vasculharmos as músicas ou artistas mais reproduzidos, quem nós encontraríamos?
Você sabe, você provavelmente se depararia com os mesmos artistas que eu tenho me inspirado durante as últimas composições. Você veria Aretha Franklin, com certeza. Além disso, você encontrará alguns artistas como Christina [Aguilera] e Kelly [Clarkson].

Existe um artista que é seu prazer oculto? Um músico ou grupo que você ama ouvir, mas não necessariamente quer que seus amigos saibam que você ama?
[risos] Eu acho que talvez Justin Bieber? Eu não sei… ele é considerado legal agora, então ele não é muito parecido com isso tanto para mim. Mas sim, atualmente, se eu estou cantando alguma música no chuveiro ou algo do tipo, é uma música dele.

Quem é uma lenda para você e por quê?
Isso é fácil: Aretha Franklin. Ela é uma lenda completa. A alma em sua voz é incrível. Eu acho que ela é a maior cantora de todos os tempos e ela é alguém que eu me inspiro tanto. História muito aleatória: eu tive que falar com ela no telefone um tempo atrás, o que foi fantástico. Ela estava em casa e tive a oportunidade de falar com ela por uma tempo. Falar com alguém que teve um impacto tão grande em mim e na minha carreira foi muito especial. Nós apenas conversamos – pequenas conversas. Primeiros trocamos mensagens e depois conversamos por telefone. Eu simplesmente agradeci por ela ser quem ela é. [risos]

E quanto ao próximo ano? Qualquer coisa que devemos manter um olho para fora?
Sim, ainda não é publicado [na época da entrevista], mas estou saindo em turnê com o DJ Khaled no próximo ano, o que será fantástico.

ENSAIO FOTOGRÁFICO: