Leia â tradução e adaptação da entrevista concedida por Demi Lovato pra edição de abril da InStyle Magazine, à qual é capa abaixo:

“Se e eu estivesse em algum tipo de perigo, eu poderia facilmente quebrar o braço de alguém ou sufocá-lo”, diz ela, descalça no ringue da Unbreakable Performance Center em West Hollywood. “Eu sinto que posso cuidar de mim mesma”.

É uma manhã de segunda-feira em janeiro, e ela está usando luvas de boxe, acabando de terminar uma longa combinação de exercícios. Sua treinadora – uma ótima lutadora brasileira de artes marciais, cuja orelha não sobreviveu completamente a suas lutas passadas – segura a garrafa de água na boca de Lovato por um breve momento para hidratação.

“Às vezes eu imagino que é nosso presidente [Donald Trump]”, ela brinca enquanto realiza um golpe poderoso em uma luva de boxe vermelha, seguida de um golpe no joelho esquerdo.

Muito dos seus amigos estão lá [Unbreakable Performance Center]. Um dos funcionários da Unbreakable Performance Center recentemente tentou ser o dançarino de apoio na próxima turnê de primavera de Lovato com DJ Khaled, que Lovato está particularmente entusiasmada por começar. “Todos nós estamos”, diz Lovato. “Se eu organizar uma festa, eu sempre coloco um aviso para todos daqui”.

Ela tem ido ao ginásio com mais frequência, diz ela. “Eu recentemente comecei a praticar ioga aos domingos, mas eu não gosto disso. Eu não sou do tipo de pessoa que faz ioga”, diz Lovato. “Estou tentando porém… estou tentando acalmar minha mente”.

Durante anos, de fato, Lovato teve muita coisa guardada em sua mente. Em 2012, ela começou a falar com sinceridade sobre seu diagnóstico bipolar, suas lutas com automutilação e suas dependências com drogas e álcool. Então no outono passado, em seu documentário, “Demi Lovato: Simply Complicated”, que foi visto quase 14 milhões de vezes no YouTube, ela confessou que estaria aberta para namorar com mulheres. “Eu sou bem fluída, eu acho que amor é amor”, explica Lovato. “Você pode encontrá-lo em qualquer gênero. Gosto da liberdade de poder flertar com quem eu quiser”.

“Eu não acho que nunca fui uma garota má”, diz Lovato sobre como ela foi embutida pela imprensa. “Eu estava me abrindo sobre meus problemas e sendo autêntica sobre quem eu era. A maneira como as pessoas me perceberam era a maneira que eles queriam perceber”. E agora o novo hábito de confusões de Hollywood à alcançou. Apenas nos últimos meses, as comportas se abriram, inaugurando há #MeToo. Lovato diz que nunca sofreu ou testemunhou nenhum tipo de abuso sexual na indústria da música, “mas já experimentou outras coisas que não tinham nada a ver com a indústria”.

“Você tem que usar sua voz”, diz ela. “Você precisa usar sua voz sempre. Isso é o que eu acho que as pessoas estão começando a fazer. Eu não tinha ninguém que fazia isso quando eu era mais nova eu cresci na era em que as celebridades eram realmente magras. Em que era legal ser visto festejando, onde as drogas eram glamourizadas. Quando eu tinha 12 ou 13 anos, ninguém [que ela poderia se inspirar] falava sobre doença mental, distúrbios alimentares. Ninguém falava sobre automutilação. Eu queria alguém para que a minha irmãzinha pudesse se espelhar. Eu assumi esse papel porque eu sabia que era importante”.

No entanto, nem sempre é fácil encarar esse papel. Especialmente quando os atacantes então em todo lugar. Narcos e Breaking são exemplos de programas de televisão, Lovato diz que ela nem pode ligar. “A maconha não me incomoda, mas seu vejo cocaína, comprimidos ou até agulha, isso entra no meu cérebro e eu não preciso ver isso”.

E, embora ela ame seus fãs e adore fazer turnê – dizendo que ela fique com borboletas somente se “há alguém que eh gosto na audiência” – lembrar e cumprimentar antes e depois que os concertos podem ser difíceis. “Eles são muito emocionantes. Muitas pessoas usam essa oportunidade para se abrirem comigo, pois não tem com quem falar”, diz Lovato. “Eles me mostram seus cortes. Eu levantei às pessoas para mim e dizem; ‘Eu ia me matar até eu receber esse encontro e te cumprimentar’. É você fica como; ‘O quê?’ As vezes eu medito depois. Às vezes eu apenas respiro. Eu costumava me esclarecer. É muito pesado”.

Lovato escreve uma lista de gratidão todos os dias. “Vou enviar um texto com um amigo, e nós enviaremos quatro e cinco coisas pelo que agradecemos e pôr quê”. Hoje essas coisas podem incluir, ela explica, “meus cães, meus amigos, essa academia. A capacidade de poder voar para New York em algumas horas ao invés de ter que dirigir por aí. A oportunidade de poder compartilhar minhas opiniões e minhas histórias”.

Além de buscar novos artistas para sua gravadora, que criou com Nick Jonas e Phil McIntyre, Safehouse Records, e começando a mergulhar seu dedo na atuação novamente, ela está abraçando sua independência, até encontros on-line. “Eu não estou sofrendo porque estou solteira”, diz Lovato. “Houveram muitos anos em que eu estive em um relacionamento e não estava aprendendo sobre mim mesma. Agora estou aprendendo o que eu gosto, o que preciso e o que eu quero”.

Isso inclui alguém que vai fazê-la e “me tratar como uma rainha”, diz ela. Além disso, como no ringue de boxe “normalmente sou a que dá o primeiro passo. Eu sempre sou a que fala; ‘me passa seu telefone’ ou deslizo para a DM do Instagram”.

Ainda assim, Lovato insiste em que o único lugar em que suas luvas saíram está em relacionamentos. “Eu sou mais um comentárista. Eu argumentarei”, diz ela pisando. “Mas a vida é muito curta para o drama”.

Fonte: InStyle
Tradução e adaptação: Equipe Portal Demi

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