Fonte: CTV News
Tradução e adaptação: Equipe Portal Demi

NEW YORK – Antes de entrar em estúdio para gravar seu sexto álbum, Demi Lovato começou a esquentar sua cabeça e ela se sentiu queimada.

O que a ajudou a reestabelecer? Uma indicação ao GRAMMY.

A cantora de 25 de anos, que realizou sua estréia em 2008 aos 16 anos, ganhou sua primeira nomeação no Grammy Awards de 2017, com o álbum de 2015, “Confident”.

“Eu estava lidando com muita negatividade online e lembro que eu postei um tweet no qual eu disse: ‘Vocês sabem, eu vou fazer uma pausa [na carreira] pois esse mundo [artístico] não é para mim”… e quando recebi minha indicação ao GRAMMY, renovei minhas energias e essa anciedade e tipo de algo que foi tão confortante”, disse Lovato em uma recente entrevista. “Então eu mergulhei de volta ao álbum ainda mais e mais apaixonada”.

Embora Lovato tenha perdido a categoria de “Best Pop Vocal Album” para o “25” de Adele [no Grammy Awards de 2017], ajudou-a a encontrar sua sonoridade no “Tell Me You Love Me”, seu novo álbum que saí na sexta-feira, 29. O álbum apresenta o hit “Sorry Not Sorry”, além de faixas soulful – “Eu queira ter músicas que eu realmente pudesse sentir e músicas que eu realmente pudesse cantar” – e Lovato contou que é seu trabalho mais autêntico [o álbum Tell Me You Love Me].

Os fãs terão uma aparição dos bastidores do álbum, e a vida pessoal de Demi, em seu próximo documentário com o YouTube, “Demi Lovato: Simply Complicated”, que saí no dia 17 de Outubro. Em uma entrevista ao The Associated Press, Lovato falou sobre metas, lidar com negatividade da internet, sua sobriedade e seu novo álbum.

AP: As pessoas ficaram realmente impressionadas com a sua performance durante o tributo a Lionel Richie no Grammy Awards de 2016. Você sente que o respeito por você cresceu depois disso?

DL: Eu definitivamente acho que ganhei mais respeito como vocalista e artista. Eu sinto que eu tive reconhecimento depois da minha performance no Grammys e eu estava tão nervosa. Eu estava tipo: “essa é a minha oportunidade de mostrar as pessoas porque eu mereço estar aqui”. E eu cantei o melhor que pude. E eu usei esse pequeno set de 30, 40 segundos da música para mostrar minha voz o melhor que pude. Eu deixei o palco [do Grammy 2016] e sinto que isso [performance] levou as pessoas a ouvirem meu álbum, levando a indicação do Grammy, e depois a apresentação no próximo ano.

AP: Você mencionou a negatividade online – como você se certifica de que não arruine seu dia?

DL: Há certas coisas ditas online, até mesmo no outro dia eu falei com alguém que falou algo que era muito grosseiro… Mas tenho tanta certeza de quem eu sou, e estou tão certa do meu talento e com certeza a maneira de que fui criada e a pessoa que eu me tornei… não deixo que essas coisas me afetem mais. Não mais. E eu acho que eu estava insegura com a minha música e o sucesso da minha música que sempre eu estava observando, você sabe, a imprensa é negativa e eu deixei chega-la [negatividade] até mim. Considerando que, depois dessa indicação ao GRAMMY, eu estava tipo: “não, olhe para o seu talento. Você é reconhecida por isso. Goste aprecie isso”.

Um dos caras do “Paparazzi”, que disse algo no outro dia, sobre meu uso de drogas no passado. Mas eu estou a cinco anos e meio sóbria, e então, quando ele disse, isso não me incomodou, porque era como: “não é quem eu sou mais, diga o que você quer, mas esta é qual eu sou atualmente”, agora estou sóbria.

AP: A música “Daddy Issues” parece profunda, mas a faixa é muito positiva. Como foi criar aquela música?

DL: “Daddy Issues” é algo que eu definitivamente tive vivo com meu pai biológico e isso me afeta até hoje, você sabe, a maneira como eu tenho relacionamentos com as pessoas e então eu queria escrever sobre isso, porque eu me sinto como muitas outras pessoas que podem de identificar. E então entrei no estúdio, mas eu queria que fosse um ritmo acelerado por que não queira que parecesse muito pesado, poderia facilmente ser mais o menos por aí. E então eu pensei que seria um pouco divertido ter um tipo otimista de música pop que seja irônica e que fale sobre um assunto tão pesado.

AP: Você presta atenção nas paradas dos charts da Billboard?

DL: Eu não, e aqui está o motivo: eu continuava olhar para as paradas da Billboard, quando isso era mais importante. É, à medida de que o tempo passou. É como os charts de trending. Há o chart da Billboard Hot 100. Há o chart do iTunes. Há o que está recebendo stream no Spotify. É como se houvesse tantos gráficos que você poder ser o #1, e o número #10 para outros… se algum me dizer; ‘ei sua música foi blá, blá, blá, blá. Que bom, impressionante, mas não superou “Despacito”, não é o fim do mundo (risos)”.

AP: Eu perguntei para mim porque vimos os homens dominar [os charts] nos últimos dois anos e eu perguntei a ela se ela também havia percebido isso?

DL: O tempo é tudo… Eu não acho que seja por uma razão específica. Eu não acho que seja como o sexismo ou algo parecido… Ariana não está lançando música agora. Adele não está lançando música agora. Taylor acaba de lançar sua nova música… Rihanna não está lançando música agora, então é apenas uma questão de tempo.

AP: Quais são alguns dos seus outros objetivos?

DL: O maior objetivo na minha carreira seria ganhar um GRAMMY. E isso é como o meu principal objetivo na indústria musical. Eu acho que eu adoraria fazer uma residência em Vegas em algum momento… Eu acho que quero fazer turnês pelo mundo no próximo ano… Eu quero voltar a atuar em algum momento. Mas para os objetivos da minha vida pessoal, é ter uma família. Estou sendo feliz sozinha porque ainda não tenho uma família. Estou ficando fiel a quem eu sou e ficando sóbrio e ficando em recuperação.